sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

O dom de falar com Deus


“Após terem comido e bebido em Siló, estando Eli, o sacerdote, assentado numa cadeira, junto a um pilar do templo do SENHOR, levantou-se Ana, e, com amargura de alma, orou ao SENHOR, e chorou abundantemente. E fez um voto, dizendo: SENHOR dos Exércitos, se benignamente atentares para a aflição da tua serva, e de mim te lembrares, e da tua serva te não esqueceres, e lhe deres um filho varão, ao SENHOR o darei por todos os dias da sua vida, e sobre a sua cabeça não passará navalha.” 1Samuel 1.9-11

 

Ana era uma serva do Senhor angustiada, pois não podia dar filhos ao seu esposo por causa da sua esterilidade. Isso para a sociedade da época significava um castigo de Deus e motivo de desonra para uma mulher. Ana estava angustiada por todos estes motivos. Então ela fez a única coisa que lhe restava, colocar tudo aos pés de Deus. Mas, repare que ela não faz isso de qualquer jeito. Ela realmente derrama seu coração diante do Pai Celestial. Chega a chorar abundantemente. Não é um pedido feito da boca para fora, tanto que faz uma promessa de que se Deus se lembrasse dela e lhe desse um filho ela o daria para servir a Deus no templo para sempre, ou seja, daria o que tinha de mais precioso, o seu filho.

Olhando para nosso tempo percebo que só chegamos a este estado de coração quebrantado para orar quando a nossa situação esta muito difícil. Mas quando estamos alegres sem nenhum problema nos esquecemos de chegar a Deus em oração da mesma forma quando a situação estava complicada.
Creio que Deus permite que aconteçam tribulações em nossas vidas para nos darmos conta de que nada podemos fazer sozinhos, tudo dependemos de Deus. Por isso, quando oramos confessamos que precisamos de Deus. Infelizmente muitos só chagam essa a conclusão nas maiores dificuldades. Ana foi extremamente humilde para colocar sua situação diante do Pai. Que possamos ter a mesma atitude que Ana teve perante Deus, pois ela não foi arrogante, não orou da boca para fora, mas com coração confiante dedicou a Deus tudo aquilo que tinha de mais precioso, sua vida, para que Deus pudesse se lembrar do seu pedido. Que nós possamos ter um coração quebrantado que nem o de Ana para que Deus também se lembre de nós como se lembrou de Ana dando-lhe um filho. Amém.

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